As vezes, mesmo se querer, a gente chora. Chora por não saber o que fazer, chora por ter feito. Chora por não saber que rumo seguir, chora porque lamenta a direção que tomou. Chora por não saber o que está sentindo. Chora pela confusão de sentimentos que nos impede de sentir o que achamos certo sentir. A confusão de sentimentos se instala e vem trazendo junto o caus. E de repente você se vê no meio de um cabo de guerra bem equilibrado. Onde você sente que está sendo arrastado pra duas direções completamente diferentes, e parece que a qualquer momento você vai ser partido ao meio. Qual decisão devo tomar? Se perdoar vou parecer boa ou tola? E o que importa a forma que vou parecer? A real pergunta é: vou ser mais feliz perdoando ou não? São perguntas que te chicoteiam o tempo todo em sua mente. A verdade é que ele faz falta. Uma falta que arde, pesa, corroí. A decisão de perdoar que parece tão certa, tão bela, tão promissora, tão altruísta do outro lado da balança se depara com o orgulho, o amor próprio. Talvez o amor versus o orgulho seja a briga mais antiga que exista. E talvez tudo que tenha restado de tudo isso seja a insegurança, a falta de confiança. Os momentos bons, apesar de inesquecíveis ficaram para trás e nunca poderão voltar a existir, agora eles se resumem a lágrimas. Lágrimas tão idiotas, inúteis, sem amor, sem esperança. Lagrimas de amargura. Me pergunto aonde fui parar. Logo eu que era tão forte, estou aqui com a vida no stop sentindo falta dele? E aquela faca de dois gumes continua entre nós: o perdão ferirá meu ego, a falta dele, ferirá meu coração. Oh, maldita decisão, malditos dias frios de inverno que me lembram os verões quentes ao seu lado. Malditas sejam as canções de amor e saudades que nunca estiveram no meu ipod até então. Maldita vida, malditas lágrimas, maldito coração. Como um órgão que deveria apenas bombear sangue consegue me trazer tanto prejuízo? Clara e Nicole - (colorindosentimentos)






